segunda-feira, 31 de agosto de 2009

sábado, 4 de julho de 2009

Amizade Verdadeira

É quando nunca estamos cansados para ouvir;
É quando existe um carinho todo especial;
É quando ficamos preocupados com coisas que achamos que estão erradas;
É quando o amigo se faz presente até nas horas que achamos que não são precisas;
É quando existe cumplicidade;
É quando temos plena confianca;
É quando tentamos abrir os olhos do amigo quando julgamos que esteja
fazendo coisa errada e mesmo sabendo que está fazendo coisa errada não abandonamos.
Enfim,amizade é um bem muito preciso que precisamos conservar sempre,
mesmo com todas as dificuldades que a amizade possa oferecer.
Amigos são pessoas muito importantes em nossas vidas que temos que ter,
e saber sempre.

quarta-feira, 20 de maio de 2009

AMORES DA MINHA VIDA!



CADA DIA EU ME APAIXONO MAIS E MAIS...
MARIA CLARA É A MINHA PRINCESA TE AMO MUITO E NÃO PODERIA DEIXAR DE DIVIDIR A MINHA ALEGRIA COM TODAS AS PESSOAS QUE FAZEM PARTE DA MINHA VIDA!

MUITOS BEIJOS

MÁRCIA LEAL

domingo, 1 de março de 2009

Se se morre de amor



Se se morre de amor! – Não, não se morre,
Quando é fascinação que nos surpreende
De ruidoso sarau entre os festejos;
Quando luzes, calor, orquestra e flores
Assomos de prazer nos raiam n’alma,
Que embelezada e solta em tal ambiente
No que ouve e no que vê prazer alcança!
Simpáticas feições, cintura breve,
Graciosa postura, porte airoso,
Uma fita, uma flor entre os cabelos,
Um quê mal definido, acaso podem
Num engano d’amor arrebatar-nos.

Mas isso amor não é; isso é delírio,
Devaneio, ilusão, que se esvaece
Ao som final da orquestra, ao derradeiro
Clarão, que as luzes no morrer despedem:
Se outro nome lhe dão, se amor o chamam,
D’amor igual ninguém sucumbe à perda.
Amor é vida; é ter constantemente
Alma, sentidos, coração – abertos
Ao grande, ao belo; é ser capaz d’extremos,
D’altas virtudes, té capaz de crimes!
Compr’ender o infinito, a imensidade,
E a natureza e Deus; gostar dos campos,
D’aves, flores, murmúrios solitários;
Buscar tristeza, a soledade, o ermo,
E ter o coração em riso e festa;
E à branda festa, ao riso da nossa alma
Fontes de pranto intercalar sem custo;
Conhecer o prazer e a desventura
No mesmo tempo, e ser no mesmo ponto
O ditoso, o misérrimo dos entes;
Isso é amor, e desse amor se morre!

Gonçalo Dias

sexta-feira, 6 de fevereiro de 2009

AMOR ETERNO




AMOR ETERNO

Mãe e filha estavam caminhando pela praia.
Num certo ponto, a menina perguntou:
- " Como se faz para manter um amor ? "
A mãe olhou para a filha e respondeu:
-" Pegue um pouco de areia e feche a mão com força..."
A menina assim fez e reparou que quanto mais forte apertava a areia coma mão, com mais velocidade a areia escapava.
-" Mamãe, mas assim a areia cai !!! "
-" Eu sei, agora abra completamente a mão..."
A menina obedeceu mas veio um vento forte e levou consigo a areia que restava em sua mão.
- " Assim também não consigo mantê-la em minha mão!"
A mãe, sempre a sorrir disse-lhe:
-" Agora pegue outra vez um pouco de areia e
deixe-a na mão semi-aberta como se fosse uma colher... bastante fechada para protegê-la e bastante aberta para lhe dar liberdade."
A menina experimenta e vê que a areia não escapa da mão e está protegida do vento.
-" É assim que se faz durar um amor".

(Desconheço o Autor)

sábado, 31 de janeiro de 2009

Lindíssima História de Amor!



Eu retornava para casa, em um dia muito frio, quando tropecei em uma carteira.
Procurei por algum meio de identificar o dono, mas a carteira só continha três dólares e uma carta amassada, que parecia ter ficado ali por muitos anos.

No envelope, muito sujo, a única coisa legível era o endereço do remetente.
Comecei a ler a carta tentando achar alguma dica. Então eu vi o cabeçalho.
A carta tinha sido escrita a quase sessenta anos atrás.

Tinha sido escrita com uma bonita letra feminina em azul claro sobre um papel de carta com uma flor ao canto esquerdo.
A carta dizia que sua mãe a havia proibido de se encontrar com Michael, mas ela escrevia a carta para dizer que sempre o amaria.
Assinado Hannah.

Era uma carta bonita, mas não havia de nenhum modo, com exceção do nome Michael, de identificar o dono.
Entrei em contato com a companhia telefônica, expliquei o problema ao operador e lhe pedi o número do telefone no endereço que havia no envelope.

O operador disse que havia um telefone mas não poderia me dar o número.
Por sua própria sugestão, entrou em contato com o número, explicou a situação e fez uma conexão daquele telefone comigo.

Eu perguntei à senhora do outro lado, se ela conhecia alguém chamada Hannah.
Ela ofegou e respondeu:
- "Oh! Nós compramos esta casa de uma família que tinha uma filha chamada Hannah.
Mas isto foi há 30 anos!"
- "E você saberia me dizer onde aquela família poderia ser localizada agora?" Eu perguntei.

- "Do que me lembro, aquela Hannah teve que colocar sua mãe em um asilo alguns anos atrás", disse a mulher.
"Talvez se você entrar em contato eles possam informar".

Ela me deu o nome do asilo e eu liguei.
Eles me contaram que a velha senhora tinha falecido alguns anos atrás mas eles tinham um número de telefone onde acreditavam que a filha poderia estar vivendo.

Eu lhes agradeci e telefonei.
A mulher que respondeu explicou que aquela Hannah estava morando agora em um asilo.

A coisa toda começa a parecer estúpida, pensei comigo mesmo.
Para que estava fazendo aquele movimento todo só para achar o dono de uma carteira que tinha apenas três dólares e uma carta com quase 60 anos?

Apesar disto, liguei para o asilo no qual era suposto que Hannah estivesse vivendo e o homem que atendeu me falou, "Sim, a Hannah está morando conosco."

Embora já passasse das 10 da noite, eu perguntei se poderia ir para vê-la.
- "Bem", ele disse hesitante, "se você quiser se arriscar, ela poderá estar na sala assistindo a televisão".

Eu agradeci e corri para o asilo.
A enfermeira noturna e um guarda me cumprimentaram à porta.
Fomos até o terceiro andar.
Na sala, a enfermeira me apresentou a Hannah.
Era uma doçura, cabelo prateado com um sorriso calmo e um brilho no olhar.

Lhe falei sobre a carteira e mostrei a carta.
Assim que viu o papel da carta com aquela pequena flor à esquerda, ela respirou fundo e disse, - "Esta carta foi o último contato que tive com Michael".

Ela pausou um momento em pensamento
e então disse suavemente: - "Eu o amei muito.
Mas na ocasião eu tinha 16 anos e minha mãe achava que eu era muito jovem. Oh, ele era tão bonito!.
Ele se parecia com Sean Connery, o ator".

- "Sim," ela continuou. "Michael Goldstein era uma pessoa maravilhosa.
Se você o achar, lhe fale que eu penso freqüentemente nele.
E"... ela hesitou por um momento, e quase mordendo o lábio, "lhe fale que eu ainda o amo.
Você sabe", ela disse com lágrimas que começaram a rolar em seus olhos, "eu nunca me casei.
Eu jamais encontrei alguém que correspondesse ao Michael..."

Eu agradeci a Hannah e disse adeus.
Quando passava pela porta da saída, o guarda perguntou, - "A velha senhora pode lhe ajudar? "
- "Pelo menos agora eu tenho um sobrenome.
Mas eu acho que vou deixar isto para depois.
Eu passei quase o dia inteiro tentando achar o dono desta carteira".

Quando o guarda viu a carteira, ele disse:
- "Ei, espere um minuto! Isto é a carteira do Sr. Goldstein.
Eu a reconheceria em qualquer lugar.
Ele está sempre perdendo a carteira.
Eu devo tê-la achado pelos corredores ao menos três vezes".

- "Quem é o Sr. Goldstein?" Eu perguntei com minha mão começando a tremer.
- "Ele é um dos idosos do 8º andar.
Isso é a carteira de Mike Goldstein sem dúvida.
Ele deve ter perdido em um de seus passeios".

Agradeci o guarda e corri ao escritório da enfermeira.
Lhe falei sobre o que o guarda tinha dito.
Nós voltamos para o elevador e subimos.

No oitavo andar, a enfermeira disse,
- "Acho que ele ainda está acordado.
Ele gosta de ler à noite. Ele é um homem bem velho."

Fomos até o único quarto que ainda tinha luz e havia um homem lendo um livro.
A enfermeira foi até ele e perguntou se ele tinha perdido a carteira.
Sr. Goldstein olhou com surpresa, pondo a mão no bolso de trás e disse, - "Oh, sim!"

- "Este amável cavalheiro achou uma carteira e nós queremos saber se é sua?"

Entreguei a carteira ao Sr. Goldstein,
ele sorriu com alívio e disse:
- "Sim, é minha! Devo ter derrubado hoje a tarde.
Eu quero lhe dar uma recompensa".
- "Não, obrigado", eu disse.
"Mas eu tenho que lhe contar algo.
Eu li a carta na esperança de descobrir o dono da carteira".

O sorriso em seu rosto desapareceu de repente.
- "Você leu a carta?"
"Não só li, como eu acho que sei onde a Hannah está".

Ele ficou pálido de repente.
- "Hannah? Você sabe onde ela está? Como ela está?
É ainda tão bonita quanto era? Por favor,
por favor me fale", ele implorou.

- "Ela está bem...
E bonita da mesma maneira como quando
você a conheceu". Eu disse suavemente.
O homem sorriu e perguntou,
- "Você pode me falar onde ela está?
Ele agarrou minha mão e disse,
- "Eu estava tão apaixonado por aquela menina que quando aquela carta chegou, minha vida literalmente terminou.
Eu nunca me casei.
Eu sempre a amei."

- "Sr. Goldstein", eu disse, "Venha comigo".

Fomos de elevador até o terceiro andar.
Atravessamos o corredor até a sala onde Hannah estava assistindo televisão.
A enfermeira caminhou até ela:
- "Hannah, " ela disse suavemente, enquanto apontava para Michael que estava esperando comigo na entrada.

- "Você conhece este homem?"

Ela ajeitou os óculos, olhou um momento...e não disse uma palavra...

Michael disse suavemente, quase em um sussurro,
- "Hannah!!!
- "Michael! Eu não acredito nisto!Michael! É você! Meu Michael!"

Ele caminhou lentamente até ela e se abraçaram.
A enfermeira e eu partimos com lágrimas
rolando em nossas faces.

- "Veja", eu disse.
Veja como o bom Deus trabalha!

Aproximadamente três semanas depois eu recebi uma chamada do asilo em meu escritório.
-"Você pode vir no domingo para assistir a um casamento?
O Michael e Hannah vão se casar"!

Foi um casamento bonito, com todas as pessoas do asilo devidamente vestidos para a celebração.
Hannah usou um vestido bege claro e bonito.
Michael usou um terno azul escuro.
O hospital lhes deu o próprio quarto e
se você sempre quis ver uma noiva com 76 anos e um noivo com 79 anos agindo como dois adolescentes, você tinha que ver este par.

Um final perfeito para um caso de amor
que tinha durado quase 60 anos.

Nunca é tarde para o amor... aprenda isso.!

A Fábula do Rei e suas 4 Esposas


Era uma vez... um rei que tinha 4 esposas.
Ele amava a 4ª esposa demais,
e vivia dando-lhe lindos presentes, jóias e roupas caras.
Ele dava-lhe de tudo e sempre do melhor.
Ele também amava muito sua 3ª esposa
e gostava de exibi-la aos reinados vizinhos.
Contudo, ele tinha medo que um dia, ela o deixasse por outro rei.
Ele também amava sua 2ª esposa.
Ela era sua confidente e estava sempre pronta para ele,
com amabilidade e paciência.
Sempre que o rei tinha que enfrentar um problema,
ele confiava nela para atravessar esses tempos de dificuldade.
A 1ª esposa era uma parceira muito leal
e fazia tudo que estava ao seu alcance para manter
o rei muito rico e poderoso, ele e o reino.
Mas, ele não amava a 1ª esposa, e apesar dela o amar profundamente,
ele mal tomava conhecimento dela.
Um dia, o rei caiu doente e percebeu que seu fim estava próximo.
Ele pensou em toda a luxúria da sua vida e ponderou:

— É, agora eu tenho 4 esposas comigo,
mas quando eu morrer, com quantas poderei contar?

Então, ele perguntou à 4ª esposa:
— Eu te amei tanto, querida,
te cobri das mais finas roupas e jóias.
Mostrei o quanto eu te amava cuidando bem de você.
Agora que eu estou morrendo,
você é capaz de morrer comigo, para não me deixar sozinho?
— De jeito nenhum! respondeu a 4ª esposa,
e saiu do quarto sem sequer olhar para trás.

A resposta que ela deu cortou
o coração do rei como se fosse uma faca afiada.

Tristemente, o rei então perguntou para a 3ª esposa:
— Eu também te amei tanto a vida inteira.
Agora que eu estou morrendo,
você é capaz de morrer comigo, para não me deixar sozinho?
— Não!!!, respondeu a 3ª esposa.
— A vida é boa demais!!!
Quando você morrer, eu vou é casar de novo.

O coração do rei sangrou e gelou de tanta dor.

Ele perguntou então à 2ª esposa:
— Eu sempre recorri a você quando precisei de ajuda,
e você sempre esteve ao meu lado. Quando eu morrer,
você será capaz de morrer comigo, para me fazer companhia?
— Sinto muito, mas desta vez eu não posso fazer
o que você me pede! respondeu a 2ª esposa.
— O máximo que eu posso fazer é enterrar você!

Essa resposta veio como um trovão na cabeça do rei,
e mais uma vez ele ficou arrasado.
Daí, então, uma voz se fez ouvir:
— Eu partirei com você e o seguirei por onde você for...

O rei levantou os olhos e lá estava a sua 1ª esposa,
tão magrinha, tão mal nutrida, tão sofrida...
Com o coração partido, o rei falou:
— Eu deveria ter cuidado muito melhor
de você enquanto eu ainda podia...

Na verdade, nós todos temos 4 esposas nas nossas vidas...

Nossa 4ª esposa é o nosso corpo.
Apesar de todos os esforços que fazemos para mantê-lo
saudável e bonito, ele nos deixará quando morrermos...

Nossa 3ª esposa são as nossas posses, as nossas propriedades,
as nossas riquezas. Quando morremos, tudo isso vai para os outros.

Nossa 2ª esposa são nossa família e nossos amigos.
Apesar de nos amarem muito e estarem sempre nos apoiando,
o máximo que eles podem fazer é nos enterrar...

E nossa 1ª esposa é a nossa ALMA,
muitas vezes deixada de lado por perseguirmos,
durante a vida toda, a Riqueza, o Poder e os Prazeres do nosso Ego...
Apesar de tudo, nossa Alma é a única coisa que sempre irá conosco,
não importa aonde formos...

Então... Cultive... Fortaleça...
Bendiga... Enobreça... sua Alma agora!!!
É o maior presente que você pode dar ao mundo...
e a si mesmo. Deixe-a brilhar!!!

sexta-feira, 30 de janeiro de 2009

A Riqueza e o Conhecimento



Era uma vez, num reino distante, um jovem que entrou numa floresta e disse ao seu mestre espiritual: Quero possuir riqueza ilimitada para poder ajudar o mundo. Por favor, conte-me, qual é o segredo para se gerar abundância?

O mestre espiritual respondeu: Existem duas deusas que moram no coração dos seres humanos. Todos são profundamente apaixonados por essas entidades supremas. Mas elas estão envoltas num segredo que precisa ser revelado, e eu lhe contarei qual é. Com um sorriso, ele prosseguiu:

Embora você ame as duas deusas, deve dedicar maior atenção a uma delas, a deusa do Conhecimento, cujo nome é Sarasvati. Persiga-a, ame-a, dedique-se a ela. A outra deusa, chamada Lakshmi, é a da Riqueza. Quando você dá mais atenção a Sarasvati, Lakshmi, extremamente enciumada, faz de tudo para receber o seu afeto. Assim, quanto mais você busca a deusa do Conhecimento, mais a deusa da Riqueza quer se entregar a você. Ela o seguirá para onde for e jamais o abandonará. E a riqueza que você deseja será sua para sempre.

Existe poder no conhecimento, no desejo e no espírito. E esse poder que habita em você é a chave para a criação da prosperidade.


PENSE BEM NESTA FÁBULA ELA PODERÁ SER A CHAVE DO SEU TESOURO!
COM CARINHO...

Nem tudo é fácil



É difícil fazer alguém feliz,
assim como é fácil fazer triste.
É difícil dizer eu te amo,
assim como é fácil não dizer nada.
É difícil valorizar um amor,
assim como é fácil perdê-lo para sempre.
É difícil agradecer pelo dia de hoje,
assim como é fácil viver mais um dia.
É difícil enxergar o que a vida traz de bom,
assim como é fácil fechar os olhos e atravessar a rua.
É difícil se convencer de que se é feliz.
assim como é fácil achar que sempre falta algo.
É difícil fazer alguém sorrir,
assim como é fácil fazer chorar.
É difícil colocar-se no lugar de alguém,
assim como é fácil olhar para o próprio umbigo.
Se você errou, peça desculpas...
É difícil pedir perdão?
Mas quem disse que é fácil ser perdoado?
Se alguém errou com você, perdoa-o...
É difícil perdoar?
Mas quem disse que é fácil se arrepender?
Se você sente algo, diga...
É difícil se abrir?
Mas quem disse que é fácil encontrar alguém que queira escutar?
Se alguém reclama de você, ouça...
É difícil ouvir certas coisas?
Mas quem disse que é fácil ouvir você?
Se alguém te ama, ame-o...
É difícil entregar-se?
Mas quem disse que é fácil ser feliz?
Nem tudo é fácil na vida.
Mas com certeza nada é impossível...
Precisamos acreditar, ter fé e lutar para que não apenas sonhemos,
Mas também tornemos todos esses desejos,
REALIDADE!!!

Cecília Meirelles

MÃE TENHO SENTIDO TANTA SAUDADE!


Gosto de saudade
Letícia Thompson


Não sei se saudade tem cor.
Dizem que sim.
O que eu sei é que ela tem forma.
Tem gosto. Tem cheiro.
E peso também.
E, acreditem, ela tem asas!!!
Se não, como nos transportaria
tantas vezes a lugares
tão distantes?
E sei ainda que ela se agiganta
quando mais tentamos
diminuí-la.
Sei que ela dói de dor
intensa e sem remédio.
Se não fosse ela, não sei se teríamos consciência
do tamanho da importância
das pessoas pra gente.
Porque quando amamos alguém,
a saudade já chega por antecipação, sorrateira,
disfarçada de algo que não conseguimos decifrar.
É aquela dor fininha
de não sei o quê, a angústia boba que nos invade só de imaginar
a separação.
E a gente fica meio sem saber
o que fazer.
Mas é assim...
é uma dor que gostamos
de sentir, um sabor que
queremos provar, é algo
que não sabemos explicar,
mas é quase palpável.
É amor disfarçado de muita coisa.
São emoções guardadas bem lá no fundo.
Saudade... do que foi
e do que vai ser.
Saudade
que nos acompanha pra
diminuir a solidão
e que nos mostra, sobretudo,
que estamos vivos.
Aprendi ainda que saudade
não mata.
É só quase.
A gente pensa que vai morrer,
mas sobrevive sempre,
porque ela traz escondidinha nela uma outra coisa
que chamamos de esperança,
que nos ajuda a caminhar,
porque saudade, como o amor, não é cega,
saudade vê mais além.

quinta-feira, 15 de janeiro de 2009

A COR DA SAUDADE "PÁSSARO ENCANTADO"




Era uma vez uma menina que tinha um pássaro encantado.
Ele era encantado por duas razões:
Não vivia em gaiolas, vivia solto,
Vinha quando queria, quando sentia saudades...
E sempre que voltava, suas penas tinham cores diferentes,
As cores dos lugares por onde tinha voado.

Certa vez voltou com penas
Imaculadamente brancas, e contou histórias de montanhas
cobertas de neve.
Outra vez, suas penas estavam vermelhas, e contou histórias de desertos incendiados Pelo sol.

Era grande a felicidade quando eles Estavam juntos.
Mas, sempre chegava a hora do pássaro Partir...
A menina chorava e implorava:
- Por favor, não vá.
Terei saudades, vou chorar.

- Eu também terei saudades - dizia o Pássaro - mas vou lhe contar um segredo! Eu só sou encantado por causa da Saudade. É ela que faz com que minhas Penas fiquem bonitas...
Senão você deixará de me amar.
E partiu.

A menina, sozinha, chorava.
Uma certa noite ela teve uma idéia: e se o Pássaro não partir?
Seremos felizes para sempre! Para ele Ficar, basta que eu o prenda numa gaiola.
E assim fez.

A menina comprou uma gaiola de prata,
A mais linda que ela encontrou.
Quando o pássaro voltou, eles se Abraçaram, ele contou histórias e Adormeceu.
A menina aproveitou o seu sono e o Engaiolou.
Quando o pássaro acordou deu um grito
De dor.
- Ah ! O que você fez? Quebrou o encanto. Minhas penas ficarão feias e eu me Esquecerei das histórias.
Sem a saudade, o amor irá embora...

A menina não acreditou...
Achou que ele se acostumaria.
Mas, não foi isso o que aconteceu.
Caíram as plumas e as penas Transformaram-se em um cinzento triste.
Não era mais aquele o pássaro que ela Tanto amava...
Até que ela não mais agüentou e abriu a Porta da gaiola.
- Pode ir, pássaro -
Volte quando você quiser...
- Obrigado - disse o pássaro - irei e voltarei Quando ficar encantado de novo.
Você sabe, ficarei encantado de novo Quando a saudade voltar dentro de mim
E dentro de você.

Quantas vezes aprisionamos a quem Amamos, pensando que estamos fazendo o melhor?
Pense. Deixar livre é uma forma singela
de ver, ter...
Direcione o seu amor não para a prisão e sim para a conquista, sempre.

Rubem Alves

quarta-feira, 14 de janeiro de 2009

DAQUI A 10 ANOS



Que idade tem a leitora? E o leitor?
Não, não me precisam dizer, não faz
diferença.
O que eu quero dizer é que a leitora daqui a 10 anos estará dez anos mais velha.
E o leitor também, é claro.

E não é formidável isso?
Sim, eu sei, estou dizendo uma baita bobagem, mas uma bobagem que não me pode ser desmentida, pois não?

E se digo isso, essa obviedade, é porque já ouvi muita gente dizendo que está velha para muitas coisas.

A leitora, por exemplo, se tiver hoje 40 anos e já se achar "velha" para
certas iniciativas, saiba que daqui a 10 anos vai olhar para trás e dizer
que perdeu tempo, que quando tinha 40 anos era um "brotinho"
e não se dera conta.

Chegará aos 50 para se dar conta do equívoco. Bolas, se isso vai acontecer, e vai, então é sábio que comece hoje a fazer o que tem vontade: iniciar um curso de francês, abrir uma lojinha de cosméticos, "arriscar" numa arte longamente sonhada e incubada por razões diversas,
o que quiser, só não vale dizer
que não tem mais idade.

A vida é implacável. Daqui a 5, 10 ou 15 anos, a pessoa vai olhar para trás e ver como foi boba.
Talvez o leitor mais velho concorde comigo. Aliás, não é concordar comigo mas com a vida, com as idades da vida.

Uma pessoa que comece hoje, por exemplo, a estudar francês, tenha a idade
que tiver, daqui a 10 anos terá 10 anos de prática, e duvido que não
"arranhe" bem o francês que hoje é apenas sonho.

E assim o leitor. Tem vontade de voltar aos estudos, começar numa nova área,
fazer, enfim, alguma coisa sonhada, imaginada, mas que não faz, que não
inicia agora por se achar velho, é assim?

Velho é o tempo. Insisto, daqui a
10 anos, a leitora e o leitor vão ver como eram "jovens" há 10 anos, há 10
anos atrás, como se costuma dizer...

Vandré, o compositor maldito do tempo da ditadura, tinha razão:
"Quem sabe faz a hora, não espera acontecer."

Verdade. Verdade sem retoques.
De minha parte, quando comecei no rádio, aos 17 anos, aprovado num concurso de locutores - não entrei pela mão de ninguém, de ninguém, de ninguém - eu olhava para um colega de 30 anos e, Santo Deus, olhava para aquele
"velho" com admiração,
admiração e - confesso - pena.

Ah, meu Deus, quem dera ter hoje aqueles 30 anos de "velho"... Que lições o
tempo nos dá. É preciso ser esperto, dar-se conta de que o agora é o grande
momento da vida, tenhamos a idade que tivermos. Pensas num negócio?
Mãos à obra, comece hoje a mexer os pauzinhos. E o leitor, pensa em voltar a
estudar? E por que não? Toque a fazer a matrícula. Seja o que for, comece,
envolva-se, volte a viver, já, agora, hoje.

- Santo Deus, quase esquecia de dizer que isso tudo vale também para o amor.
Nunca é tarde para sentir o coração bater por outro coração...

(Autoria:Luiz Carlos Prates, Psicólogo e Jornalista.)

sexta-feira, 2 de janeiro de 2009

Gente que faz a diferença!





sábado, 27 de dezembro de 2008

Essa mensagem é para vc! Afinidade



Não é o mais brilhante,
mas é o mais sutil,
delicado e penetrante dos sentimentos.
Não importa o tempo, a ausência,
os adiantamentos, a distância, as impossibilidades.


Quando há AFINIDADE,
qualquer reencontro retoma a relação,
o diálogo, a conversa,
o afeto, no exato ponto
de onde foi interrompido.


AFINIDADE é não haver
tempo mediante a vida.
É a vitória do adivinhado sobre o real,
do subjetivo sobre o objetivo,
do permanente sobre o passageiro,
do básico sobre o superficial.


Ter AFINIDADE é muito raro,
mas quando ela existe,
não precisa de códigos
verbais para se manifestar.
Ela existia antes do conhecimento,
irradia durante e permanece depois que as
pessoas deixam de estar juntas.


AFINIDADE é ficar longe,
pensando parecido a
respeito dos mesmos fatos que
impressionam, comovem, sensibilizam.


AFINIDADE é receber o que vem
de dentro com uma aceitação
anterior ao entendimento.


AFINIDADE é sentir com...
Nem sentir contra, sem sentir para...
Sentir com e não ter necessidade de
explicação do que está sentindo.
É olhar e perceber.


AFINIDADE é um sentimento singular,
discreto e independente.
Pode existir a quilômetros de distância,
mas é adivinhado na maneira de falar,
de escrever,
de andar,
de respirar.....


AFINIDADE é retomar a relação
no tempo em que parou.
Porque ele (tempo) e
ela (separação) nunca existiram.
Foi apenas a oportunidade dada (tirada)
pelo tempo para que a maturação
pudesse ocorrer e que cada
pessoa pudesse ser cada vez mais.